Sábado, 11 de Julho de 2009

Série: UM SONHO EM PARIS



Amigos, gostaria muito de dividir com vocês uma série de textos (ainda em execução)que devem compor uma releitura da obra de Roberto Drummond, um escritor que revolucionou a literatura nos anos 70 com sua escrita despojada e direta.

Nestes ensaios eu reescrevo uma obra que o consagrou e que lhe rendeu o Premio Jabuti de Literatura. A obra em quetão é: A MORTE DE D. J. EM PARIS - para quem já leu será mais fácil fazer a releitura através de minha escrita. Para quem não leu, deixo aqui uma excelente indicação de leitura, entre outras, deste autor pós-moderno que grande influencia teve em meu estilo.

Neste primeiro momento apresento a vocês um pequeno texto de abertura entre os demais ensaios.


Fragmentos de um devaneio
(sussurros de um homem atormentado)

Escrevo sobre G. Apolinário – (um de meus personagens que invariavelmente perde-se entre suas múltiplas personalidades)

Não tenho dormido quase nada pra falar a verdade. Aceitei a sugestão de meu vizinho de quarto e passei a usar protetores auditivos para afastar o barulho incandescente do transito.
Em algumas noites tomo um comprimido para dormir. Outras, fico de olhos pregados no teto em cruz de meus escárnios.

Um ronco imaginário dorme a meu lado, enquanto lá fora a chuva castiga a vidraça. Sei que almas viram estátuas no ponto de ônibus eternamente plantado em frente à minha janela. Acendo a luz do abajur vermelho, tipo cereja doce e ligo o ventilador de teto. Depois acendo um cigarro só pra relaxar.

Paris grita enlouquecida e iluminada. Quem sabe eu seria mais feliz se estivesse sentado em um dos milhares de cafés espalhados pela sexta-feira com cara de sábado.

Em meus sonhos (quando os tenho), encontro com ela. Encantadora de meus pensamentos, que assobia e dança com a música que sai de seus sapatos. Ela, que desfila e desnuda a neblina. Que fala a meus ouvidos com voz de blues.






Por Lu Cavichioli

Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Se achegue nessa mesa...



... para comemorar comigo a não conclusão de uma idéia minha que morreu no berço.

Pensei (dia desses) em deletar o Retratos. Ainda bem que não o fiz... santa decisão!
Estou muito feliz com a adesão que teve este blog ultimamente.

Agradeço a todos que vêem me visitar embora nem sempre consigo retribuir a gentileza. Mas creiam, na medida do possível pretendo retomar as visitas.

O Retratos é de vocês
beijos em degradê!

Sábado, 4 de Julho de 2009

Certa vez a poeta escreveu...


ASAS

Luz tímida
no abajur do tempo
A entalhar ilusões
Nuances de primavera
Em vendavais outonos
Sorriso brando
Em caracóis tormentas
Castelo fortaleza
Sensível pássaro
De vôo infinito
No entardecer
Assim tu és ó
Poeta!




ROSA CHÁ

Tua voz entoa
Fina brisa
Em campos rosados
Delicados passos

Trazem tua figura
Deslizando sapatilhas
Bailarina menina

Campos, rouxinóis
Camélias & orvalho
Na florada - realçam
Silhueta dançarina

Por Lu Cavichioli

Lys e a magia do bosque





Pessoal, a continuação dessa história vocês verão em meu blog novo

EMPÓRIO DO CAFÉ LITERÁRIO

Tenho planos para essa história. Quem sabe eu transformo em conto interativo. O tema é interessante, e tenho lido muita coisa boa nessas continuações.

APAREÇAM NO CAFÉ, tem desafio por lá! Um exercício muito gostoso, vocês vão gostar.

beijo pra todos com meu carinho

Lu C.

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Ao som da floresta



Depois daquele episódio aterrador na beira da estrada com o vulto, a lápide e a igreja, Lys finalmente chega ao chalé instalando-se de mala e cuia.

Estacionou o veículo em frente a um caminho de pedras brancas, descendo rapidamente.

As primeiras fagulhas de estrelas já apontavam no coração de um céu, que no horizonte, faícava ainda as cores do ocaso.

Quando colocou a mão na maçaneta, ouviu um som de flauta que vinha da floresta...

Agora é pra valer. Personagem e história se misturam.
Que sons seriam estes, e quem estaria executando?

Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Crie seu personagem - JOGO DA INTERPRETAÇÃO



O texto abaixo está incompleto. Eu o escrevi e deixei uma lacuna para que os leitores criassem seu personagem dentro da história.
Aquele (personagem) que mais se aproximar da história entra nela.
Participem e... BOA SORTE!
vamos ao texto:


Sigo pela estrada.
Cansada e com fome, persigo o caminho para minha nova moradia. Um chalé, que pertenceu à minha avó, e que fica em um dos inúmeros vilarejos de Stanford.
Olho no horizonte vendo prenúncios de chuva, talvez ela ocorra quando eu já estiver instalada preparando uma sopa.

Na beira da estrada encontro pessoas despreocupadas, acompanhadas de cães que junto com as crianças correm nas pradarias, enquanto eu fujo do meu passado.

Antes de fazer a próxima curva, avisto uma igreja muito antiga, meio devastada pela ação do tempo que insiste em ser implacável. Dentro de seus domínios, existe um cemitério, com lápides antigas, inscrições meio apagadas; estaciono e meu olhar percorre bem devagar aquele lugar ... Antes não tivesse feito isso!

Quando chego bem perto, consigo ler com dificuldade, o final de um nome...
Mery... *1920 -#1990.
Lágrimas descem e o fim de tarde anuncia trovoadas.

Quando me viro para voltar ao carro, vejo um vulto, que entra rapidamente na igreja. Meu coração, aos pulos, tenta sair pela boca enquanto caminho em direção às escadarias do templo...

• Quem seria o vulto que Lys viu entrar na igreja?



arrisquem a vontade!

Por Lu Cavichioli

Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

No vermelho da vida



FIZ UMA VIAGEM ATRAVÉS DE TI
Vim nu -
Nadando em mares
amnióticos de amor
Sorvendo o néctar
placentário
de tuas células
(per)correndo frenético
útero "rompido"
em janelas vermelhas.




UTERINAS
dançarinas de sangue
guerreiras ferinas
pétala & garra

lançam do mel - a vida
entranhas de rubi
útero rompido
canto de colibri

Por Lu Cavichioli