Eu quero o mapa das nuvens e um barco bem vagaroso
(Mário Quintana)



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segunda-feira, 21 de março de 2011

Hecatombe



Os céus abriram-se e do
Silêncio ouviu-se lamentos
As súplicas desciam e uma voz
De muitas águas
Ordenava o fim de todas as coisas

Corpos macilentos, sem rostos
Exibiam trapos de pele
Sobre carcaças resignadas

Fizeram-se trevas!
Dragões estilhaçavam estrelas
O sangue lambeu a lua
E o mundo cristalizou
Topázio & rubi
Fundiram-se:

Jóia magmática!

Fendas arenosas
Cobriam de pavor as cavernas humanas
E o fim abriu seus olhos
Desprezando “etecéteras”

Se tudo acabou- não sei
Se eu morri não tenho certeza
Mas da ópera, soprei
A última semibreve

(by Lu Cavichioli)

5 comentários:

  1. Uoww!!!

    Se eu morri não sei! Se tô vivo quem sabe?
    Mas se tiver que passar por isso ..
    DeusssssssssssssMI-LEVE antes.. rss


    Lindo isso, parece tirado de escritos bíblicos... Parabéns

    Beijo
    Tatto

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  2. Oi Xipan , coideloco né?

    Deus nos livre mesmo! rs

    bacio caríssimo

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  3. Forte... Assustador... Impossível não ficar imaginando a cena tenebrosa, corpos macilentos, sem rosto...

    Mas acho que ninguém morreu não. Foi só um terrível pesadelo. E no fim restou esse poema incrível.

    Parabéns!
    Beijos.

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  4. Oi Mi, esse poema é uma doideira aqui da tua amiga, memso pq meu estilo não é este rsrs!

    Mas obrigada pela leitura e presença. Sempre gosto quando vens!

    beijos

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  5. Hehe, um retrato fiel dos dias de hoje, um mundo sombrio e frio. Beijo, Lu.

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Lu C.