
Os céus abriram-se e do
Silêncio ouviu-se lamentos
As súplicas desciam e uma voz
De muitas águas
Ordenava o fim de todas as coisas
Corpos macilentos, sem rostos
Exibiam trapos de pele
Sobre carcaças resignadas
Fizeram-se trevas!
Dragões estilhaçavam estrelas
O sangue lambeu a lua
E o mundo cristalizou
Topázio & rubi
Fundiram-se:
Jóia magmática!
Fendas arenosas
Cobriam de pavor as cavernas humanas
E o fim abriu seus olhos
Desprezando “etecéteras”
Se tudo acabou- não sei
Se eu morri não tenho certeza
Mas da ópera, soprei
A última semibreve
(by Lu Cavichioli)



Uoww!!!
ResponderExcluirSe eu morri não sei! Se tô vivo quem sabe?
Mas se tiver que passar por isso ..
DeusssssssssssssMI-LEVE antes.. rss
Lindo isso, parece tirado de escritos bíblicos... Parabéns
Beijo
Tatto
Oi Xipan , coideloco né?
ResponderExcluirDeus nos livre mesmo! rs
bacio caríssimo
Forte... Assustador... Impossível não ficar imaginando a cena tenebrosa, corpos macilentos, sem rosto...
ResponderExcluirMas acho que ninguém morreu não. Foi só um terrível pesadelo. E no fim restou esse poema incrível.
Parabéns!
Beijos.
Oi Mi, esse poema é uma doideira aqui da tua amiga, memso pq meu estilo não é este rsrs!
ResponderExcluirMas obrigada pela leitura e presença. Sempre gosto quando vens!
beijos
Hehe, um retrato fiel dos dias de hoje, um mundo sombrio e frio. Beijo, Lu.
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