"Não se ama duas vezes a mesma mulher"
Súplica I
Aqui jaz fria e abandonada
na umidade entranhada
na escuridão do tempo
uma mulher - minha amada
Súplica II
Sobrevieram-lhe as trevas
Como a sombra de todas as noites.
Sobre o mármore deito-me, e
como louco, tento
derrubar a lápide
Súplica III
Sinto o perigo
de todos os guardiões
que rompem como ladrões,
e taciturno volto a deitar
Súplica IV
Hirta está no berço da terra
Branca, imaculada
Adeus amada, não te esqueças
Repousa de madrugada.
Epílogo
“Não se ama duas vezes a mesma mulher”
by Lu C.
São Paulo - junho/2012




Duas vezes, talvez não.
ResponderExcluirMil vezes, talvez sim.
Sempre... ou até que o tempo escreva a sua própria elegia na lápide da eternidade.
Beijos.
Seus versos são sublimes, mas acredito que se pode amar duas vezes a mesma pessoa. Ou, talvez, não se tenha deixado de amá-la, encontrando-se, tão somente, o reavivar da chama.
ResponderExcluirBjs.
"Passamos metade da vida à espera daqueles que amamos e a outra metade a deixar os que amamos."
ResponderExcluirAbraço.
É vero RR, Machado de Assis devia estar equivocado quando escreveu essa frase.
ResponderExcluirbacios
É isso Mari, achu que nunca deiamos de amar, quando se é de verdade, pode crer.
ResponderExcluirbjkas lindeza!
Olá Manuel, sua constatação é pura verdade. Mas deixar de amar qdo verdadeiro), é bem difícil. Eu creio que se ama pela eternindade... quem sabe...
ResponderExcluirGrata pela visita e leitura
abraços
:D
Olá, Lu. Belissimo amiga... Eu também acredito poder amar uma pessoa mais vezes. O amor tudo pode! Beijinhos carinhosos e um ótimo domingo.
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