Eu quero o mapa das nuvens e um barco bem vagaroso
(Mário Quintana)



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sábado, 15 de junho de 2013

Poemas para ler no Domingo


SEIVA

Sou mulher no entalhe das linhas
Exótica obra de arte em sândalo
Feito caule que sangra
Espinho & roseiral

Escrevo dor e cicatriz – saliva mel
Alma de pétala na guerreira ebúrnea
Na passarela - harmonia
Orvalho na sinfonia das noites 







Íris e Manhãs

 
Depois das rimas perdidas e dos versos turvos
Veio o sol da sinceridade permeando a chuva
Desconfiança nublada e vertigem rasgada

Finalmente descobrimos o toque da íris
No pote mágico – estabelecido laço
Selo real





Quasares – Quase Estelares


Unificados em todo seu esplendor vejo espaço inócuo
Na tempestade do tempo que olha os versos e uni(versos) –
Explosões de eras, faces & épocas.

Meridianos – princípios em reinados esféricos

Paralelos boreais que levantam a bandeira universal
Dos mundos, de todos os mundos.

Das tempestades que calam os conselheiros alienígenas
De crateras e buracos negros
O que há depois do sol?

Mundos em paralelos, esferas congeladas e desabrigadas.
Empobrecidas de vidas/feridas
Humanas concentrações
Esquinas fantasmagóricas que planejam
Furtar oxigênio e chuva

Amantes amadores, livres exploradores de submundos
Que não enxergam a beleza (outrora) helênica. Nem andam livres através do mel dos campos.

Sátiros, enganadores de flores
Mutiladores de relvas
Assassinos de almas salgadas
(apelos revoltos – revoltam de pólo a pólo)

Ditadores do panorama falido, escorrido
Frasco trincado, escorregadio e frenético. Viajores da própria história, da sorte, (talvez) esquecida desde as cavernas, hostis labirintos, efêmeras lanças da sobrevivência em farpas, fatias e nacos sangrentos.

Do elenco paleozóico ouço teus gritos que redundantes abafam os quesitos do ser. Aqueles, inexatos, incertos, equivocados e prolixos.
Vermes. Insetos impuros no discurso obscuro e original da vida. Estatura oblíqua, sem desejos
Grito abafado no eco da razão

Ilusório palco onde Perséfone agoniza
Estátua – selva nua
Perpétua na escalada infinita
Desnudo-me e mudo fico
amorfo na agorafobia galáctica.

 
*Poemas de Lu Cavichioli
protegidos por direitos autorais


ÓtimoOOOO Domingo!!!

8 comentários:

  1. Olá, Lu. Lindo demais... difícil comentar poemas assim, cujas ideias são tão completas. Muito bom. Respeito.

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  2. Olá, Lu. Belissimo!! È perfeito querida poetiza, essa bela essência que é vc. Elegante, feminina e linda. Adorei! Bjos e boa semana.

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  3. Nossa, vou fazer como uma antiga secretária e dizer: quando crescer quero ser assim, talentosa. Muito lindos!!! Bjs.

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  4. A sofisticação essencial da simplicidade. O sândalo que perfuma o machado. A Vida, o Tempo, o Espaço. O poema...
    Rosas e beijos, Lu.

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  5. oi Lu.. aqui neste poema tá bem especificado teu gosto pela via lacte rsrss
    Olavo Bilac.. te deu um belo impulso.. muito belo.. não sabia que este era teu blog só com a poesia.. já estou seguindo ele.. obrigada por tudo e espero que tenha chegado o audio para postares. até sempre bjs amiga querida

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  6. Olá LU,

    Calo-me diante do seu lirismo e talento.
    Resta-me apreciar e degustar.

    Beijo.

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  7. Boa noite, Lu. Lindos poemas, cada qual com uma diferença bem peculiar.
    Espero que depois dos versos turvos, a sinceridade venha feliz, que traga versos de amor, que traga a paz e o consolo para um pobre poeta!
    Beijos na alma e paz!
    Excelente domingo!

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  8. São lindos pra qualquer dia! Beleza! beijos,tudo de bom,chica

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Lu C.