Vocês nunca ouviram minha voz -
meus apelos...
Meus olhos de céu
meu corpo verdura
meus pés - suas corredeiras
tristes estão
... Nunca ouviram meus apelos
minhas entranhas não digerem mais
o alimento falido que - de suas mãos
transformam em lixo sub lingual
e que me fazem sentir mal
... Meus apelos
ecoaram,
ressoaram
em ecos profundos e doloridos
Olhem agora:
meu rosto anil é limbo
minha boca (outrora) gentil
derrama prenúncios do fim
do MEU fim
que é sua casa
seu lar... onde a vida
escorre num panorama falido
porventura esquecido
Meus apelos -
são respostas amargas
minha voz é graveto ressequido
meu coração queimando vivo
lágrimas de fel...
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Palavras fortes e duras da natureza, ora com voz grave e bem direcionada aos humanos! beijos,tudo de bom,lchica
ResponderExcluirPobre natureza...
ResponderExcluirE nos esquecemos que somos também parte dela. E destruímos a nós mesmos, Lu.
Tomara que alguém a escute!
Linda poesia!