
Depois de uma noite sem pregar os olhos, minha cabeça doía e meu corpo atirado na cama pedia massagem e um banho relaxante. Meu quarto, ainda na penumbra, revelava um fio de claridade através da persiana. Lembrei do relatório, balancei a cabeça resolvendo que naquela noite (sem falta) contaria tudo (em detalhes) para A. C.
Entrei no banheiro e levei um susto ao ver-me no espelho. Cabelos desgrenhados, pele amassada e olhos pesados compunham minha figura patética emoldurada no pequeno armário de madeira branca – que horror!
Sem demora, entrei na banheira e esqueci um pouco que o mundo continuava do lado de fora, mas eu sabia que mais cedo ou mais tarde eu teria que reencontrar D. J. Ou G. Apolinário, seja lá que nome fosse.
Tomei o desjejum e saí rumo ao endereço que A. C. apontara e que (assustadoramente), era o mesmo do homem que encontrei na cafeteria.
Quando lá cheguei avistei um prédio de quatro andares com uma escada de incêndio na lateral envolvida por trepadeiras enregeladas pela neve da madrugada. Olhei de cima a baixo contorcendo os lábios e revirando os olhos, espantada com a visão. Era um pardieiro composto por sacadas com varais repletos de trapos, plantas mortas e lâmpadas quebradas. A construção antiga mostrava sinais de rachadura e pequenos orifícios nas paredes revelando os tijolos. A pintura judiada exibia ainda os tons de um azul desbotado e manchado. Na entrada, lia-se: LAFAYETTE HALL – ALUGAM-SE QUARTOS.
Subi alguns degraus, desviando das imperfeições e toquei a campainha. A porta abriu surgindo uma figura franzina , de cabelos ruivos arrepiados e fixados por um gel mal cheiroso. Sua boca me fez lembrar das dançarinas do moulin rouge, e no pescoço trazia uma gargantilha preta acetinada.. Usava no momento um robby alaranjado, e nos pés uma pantufa roxa de gatinhos. Os olhos cansados e ainda manchados pela maquiagem sonolenta e para culminar a cena, disse-me num tom afeminado:
__ Ai meus sais... O que deseja cherry? Pigarreando joguei a franja para trás, respirei fundo dizendo:
__hã, bom dia, estou a procura de uma pessoa, posso entrar?
Oui mademoiselle.
Um cheiro acre invadiu minhas narinas e eu tive náusea, mas continuei: ___ por favor, eu procuro um homem alto, louro, chamado G. Apolinário.
__QUEM???
Pelo visto aquela criatura tresloucada não tinha entendido nada até agora. Então eu repeti a pergunta fornecendo mais informações:__ele leciona francês e é brasileiro.
Oh, me oui – l’brasilien... Encerrou a conta e foi embora bem cedo.
EMBORA?
Oui!
__Não disse pra onde?
Ouvi uma gargalhada abusada seguida de um girar de cabeça olhando com desdém... – Mademoiselle, monsier D. J. seguiu viagem para seu país – suponho.
Boquiaberta, me despedi e saí sem rumo, cambaleante e desorientada quando senti em meu ombro que alguém me chamava com um toque fino e elegante. Me virei e vi uma mulher deslumbrante, que sorriu-me dizendo(...)

Por Lu Cavichioli



Puxa, isso está empolgante, heim,Lu?um beijo e tudo de bom,chica
ResponderExcluirLú menina, isso tá bom demais! :)
ResponderExcluirTô adorando cada linha, cada palavra... Tá ótimo!
Beijocas menina
O bonde andando peguei e me amarrei,como dizia em dourados anos,sabe,miga fofocha,site lindo esse,não mostra há semanas nenhum de quadros nossos de contatos seguidores,porrrrrrrrrrrissoooooooo,longe docê estou,de tua arte,de toques seus...eletrônicos affmaria!meus sais...kkkmas..tô aí e vamu qui vamu!
ResponderExcluirAmu-te!
Vida Linda Ter Amigas Amadérrimas como ocê!
smackkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Viva Vida!
El fofucho siempre,através docê!
Conta mais!!!
ResponderExcluirBeijos!
Alcides
LÚ
ResponderExcluirQue privilégio o meu, poder seguir o blog de uma pessoa que escreve fantasticamente como tu.
Fiquei encantada com tudo que li, com as imagens, enfim, com a tua sensibilidade.
Parabéns e um bj carinhoso!
Oi Lu,
ResponderExcluirPassei por aqui e li a história.Estimulante a leitura.
Da próxima vez vou começar do início.A leitura em blog de trás pr'a frente pede calma.Vou voltar.
Email-m.cristina.siqueira@gmail.com
Beijos,
Cris
LU...
ResponderExcluirCada vez mais empolgante!!!
Beijos...
Teu conto tá mto interessante!Passa lá no meu blog,amiga e pega dois presentinhos lá estão lhe esperando!Um beijo!
ResponderExcluirA qualquer hora em que chegares,
ResponderExcluirsentarás comigo à minha mesa.
A qualquer hora em que bateres a minha porta,
o meu coração também se abrirá.
A qualquer hora em que chamares,
eu me apressarei.
A qualquer hora em que vieres,
será o melhor tempo de te receber.
A qualquer hora em que te decidires,
estarei pronto para te seguir.
A qualquer hora em que quiseres beber,
eu irei a fonte.
A qualquer hora em que te alegrares,
eu bendirei ao Senhor.
A qualquer hora em que sorrires,
será mais uma graça que o senhor me concede.
A qualquer hora em que quiseres partir;
eu irei à frente nos caminhos.
A qualquer hora em que caíres,
eu estenderei os braços.
A qualquer hora, em que te cansares,
eu levarei a cruz.
A qualquer hora em que te sentires triste,
eu permanecerei contigo,
A qualquer hora em que te lembrares de mim,
eu acharei a vida mais bela.
A qualquer hora em que partires,
ficarás com a lembrança de uma flor.
A qualquer hora em que voltares,
renovarás todas minhas alegrias.
A qualquer hora que quiseres uma rosa,
eu te darei toda roseira.
Eu te digo tudo isso, porque não posso imaginar
uma amizade que não seja toda,
de todos os instantes e para todo bem.
by: Cid Moreira
Desejo uma linda semana com muito amor e carinho.
Abraços
Eduardo