Eu quero o mapa das nuvens e um barco bem vagaroso
(Mário Quintana)



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quinta-feira, 30 de maio de 2013

Dois poemas lá do fundo do baú da Lu!






 
Tempestades


Você olha, senta, cala...
Deita no sofá, olha a TV
Ouve o telefone e eu...
Você pára , sorri, olha pra mim
Lembra da nossa música
Você aparece, fala, grita, acorda
Olha para o céu, reclama
Lembra do vento
Ouve o som do amanhecer
Você chega em casa e logo sai
Fala com o papagaio
Ouve a buzina do som aquático
Mergulha na nuvem flácida e desaparece
Na imensidão distante
Das coisas estranhas
Você some e surge dentro de mim
Morando em minhas retinas
Colorindo minha íris
Substituindo meu coração
Possuindo minhas intenções
 
 
 

 




 


Emudecida
Havia somente uma luz e  o silêncio ecoava -recôndito.
Escutavam-se  batidas fatigadas e um certo bater de asas
Esperava-se um aceno, acontecia um lampejo
Queria-se a maré alta... Só esboços
Alguém comprava bocas sorrindo e o sabor das lágrimas era superado
Pelo cansaço de um condor ferido.
Estudavam-se teoremas egípcios e liam-se cartas chilenas, decorando ilusões.
Procurava-se um amigo...
Outros tantos acreditavam (ainda) na imagem idealista do espelho
O futuro costurava obscuridades. Seria ele impuro?
Talvez obsceno, ou então um simples apelo!
 
 
 
 
 
 


2 comentários:

  1. Que precioso baú! Você é demais com as palavras. Eu me sinto tão pequenina quando leio versos que me encantam! Aplaudo-a Lu, com carinho. Bjs.

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  2. LU queridoca,

    Você é fera na arte de poetar, hein?
    Quantas belezuras devem estar escondidas neste baú.
    Amei os dois.

    Beijão.

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Lu C.