Você olha, senta, cala...
Deita no sofá, olha a TV
Ouve o telefone e eu...
Você pára , sorri, olha pra mim
Lembra da nossa música
Você aparece, fala, grita, acorda
Olha para o céu, reclama
Lembra do vento
Ouve o som do amanhecer
Você chega em casa e logo sai
Fala com o papagaio
Ouve a buzina do som aquático
Mergulha na nuvem flácida e desaparece
Na imensidão distante
Das coisas estranhas
Você some e surge dentro de mim
Morando em minhas retinas
Colorindo minha íris
Substituindo meu coração
Possuindo minhas intenções
Emudecida
Havia somente uma luz e
o silêncio ecoava -recôndito.
Escutavam-se batidas
fatigadas e um certo bater de asas
Esperava-se um aceno, acontecia um lampejo
Queria-se a maré alta... Só esboços
Alguém comprava bocas sorrindo e o sabor das lágrimas era
superado
Pelo cansaço de um condor ferido.
Estudavam-se teoremas egípcios e liam-se cartas chilenas,
decorando ilusões.
Procurava-se um amigo...
Outros tantos acreditavam (ainda) na imagem idealista do espelho
O futuro costurava obscuridades. Seria ele impuro?
Talvez obsceno, ou então um simples apelo!







Que precioso baú! Você é demais com as palavras. Eu me sinto tão pequenina quando leio versos que me encantam! Aplaudo-a Lu, com carinho. Bjs.
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ResponderExcluirLU queridoca,
Você é fera na arte de poetar, hein?
Quantas belezuras devem estar escondidas neste baú.
Amei os dois.
Beijão.