Eu quero o mapa das nuvens e um barco bem vagaroso
(Mário Quintana)



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quarta-feira, 28 de maio de 2014

Razões do Coração - Epílogo


As meninas ficaram tão amigas que uma não desgrudava da outra e dividam tudo como almas gêmeas.

A noite de natal havia chegado e a casa estava toda iluminada e o pinheiro de Rose fazia as honras.



A mesa central vestia roupa de festa e as iguarias de Tiana anunciavam que a ceia seria inesquecível.

Rose e Marcos estavam terminando de se arrumar quando o celular dela toca. Marcos atende. Mudo do outro lado. Ele desliga.

Toca novamente. Rose atende.

-Alô, alô... - FELIZ NATAL - a voz pronunciava.

-Quem é?
-Sei que você sabe, mas não quer mais se lembrar. Mas saiba que vou te amar eternamente... Ligação encerrada.
Rose caiu sem forças na poltrona.
-O que houve amor?
-... Ai... Marcos me traga um copo com água, por favor.
Depois que Marcos saiu, Rose caiu num sono profundo e sem propósito e então deu-se o seguinte enredo em sonho:

"O ambiente era claro, porém nebuloso. Havia vozes misturadas e Rose viu-se deitada em uma maca. Sentia náuseas e chorava... Alguém segurava sua mão enquanto um dos vultos ao seu redor dizia:

-FIZEMOS TODO O POSSÍVEL... ISSO É UMA FATALIDADE! VAMOS SEDAR A MÃE, RÁPIDO!

Quando se recuperou lhe contaram que a criança havia nascido morta e sufocada pelo cordão umbilical. A tão esperada e desejada Ana Teresa voltava para o jardim das crianças/anjos.

Após seu completo restabelecimento físico e psicológico ela ficou sabendo que nunca mais poderia ter filhos porque seu útero não contraiu após o parto e precisaram retirá-lo."

Nesse momento ela abriu os olhos e como num relâmpago tudo veio à tona novamente... E ela chorou todas as lágrimas que uma mulher armazena durante a vida.
Esse transe durou segundos e parecia uma vida inteira. Marcos já estava a seu lado com o copo d’água.
-Querida o que houve agora?
Foi ela Marcos... Foi ela, tenho certeza... Nossa Ana Tereza!
Ela veio até mim e agora acho que encontrei a paz de que precisava.
Marcos a abraçou sem proferir palavra alguma e ali dividiram a dor.
Quando desceram, Rose viu Alice e Angélica abraçadas perto do pinheiro que parecia brilhar mais naquela noite, e sentiu um amor incondicional pela órfã como se fosse sua cria.

Ali estava seu presente de natal - sob a árvore- junto de Alice.

No dia primeiro de ano ao entardecer Angélica já era parte integrante da família.



By Lu Cavichioli * todos os direitos reservados*

Tudo pode acontecer quando nosso coração se torna dilatado pelo AMOR!






7 comentários:

  1. Lu,
    Vim (re)ler o Epílogo desta linda história que me emocionou muito (e vc sabe por quê!)
    Bacios caríssima!

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  2. Oi Gracinha, grata em vê-la por aqui para re(ler) a história e agora depois que o pessoal ler, vou colocar aquela análise t]ao bem delineada
    bacios cara mia

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  3. Ploft!!
    No chat eu ainda não tinha visto sua resposta!! rs
    Baciosssssss

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  4. oi Lu,

    você é demais minha amiga,
    é sempre um prazer delicioso te ler...

    beijinhos

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    1. Muito obrigada querida Rô, adoro quando vens!
      beijo de afeto

      Lu C.

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  5. Muito bom, Lu.
    Não li o conto, mas gostei do epilogo. Aliás esse epílogo é um conto, por si só.
    Bjs
    Marli
    Blog da Marli

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    Respostas
    1. Opss rsrs, obrigada Marli, esse elogio vindo de ti é incentivo para continuar a escrever.

      Beijo grande querida

      Lu

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VEM!

Lu C.