As meninas ficaram tão amigas que uma não desgrudava da outra e dividam tudo como almas gêmeas.
A noite de natal havia chegado e a casa estava toda iluminada e o pinheiro de Rose fazia as honras.
A mesa central vestia roupa de festa e as iguarias de Tiana anunciavam que a ceia seria inesquecível.
Rose e Marcos estavam terminando de se arrumar quando o celular dela toca. Marcos atende. Mudo do outro lado. Ele desliga.
Toca novamente. Rose atende.
-Alô, alô... - FELIZ NATAL - a voz pronunciava.
-Quem é?
-Sei que você sabe, mas não quer mais se lembrar. Mas saiba que vou te amar eternamente... Ligação encerrada.
Rose caiu sem forças na poltrona.
-O que houve amor?
-... Ai... Marcos me traga um copo com água, por favor.
Depois que Marcos saiu, Rose caiu num sono profundo e sem propósito e então deu-se o seguinte enredo em sonho:
"O ambiente era claro, porém nebuloso. Havia vozes misturadas e Rose viu-se deitada em uma maca. Sentia náuseas e chorava... Alguém segurava sua mão enquanto um dos vultos ao seu redor dizia:
-FIZEMOS TODO O POSSÍVEL... ISSO É UMA FATALIDADE! VAMOS SEDAR A MÃE, RÁPIDO!
Quando se recuperou lhe contaram que a criança havia nascido morta e sufocada pelo cordão umbilical. A tão esperada e desejada Ana Teresa voltava para o jardim das crianças/anjos.
Após seu completo restabelecimento físico e psicológico ela ficou sabendo que nunca mais poderia ter filhos porque seu útero não contraiu após o parto e precisaram retirá-lo."
Nesse momento ela abriu os olhos e como num relâmpago tudo veio à tona novamente... E ela chorou todas as lágrimas que uma mulher armazena durante a vida.
Esse transe durou segundos e parecia uma vida inteira. Marcos já estava a seu lado com o copo d’água.
-Querida o que houve agora?
Foi ela Marcos... Foi ela, tenho certeza... Nossa Ana Tereza!
Ela veio até mim e agora acho que encontrei a paz de que precisava.
Marcos a abraçou sem proferir palavra alguma e ali dividiram a dor.
Quando desceram, Rose viu Alice e Angélica abraçadas perto do pinheiro que parecia brilhar mais naquela noite, e sentiu um amor incondicional pela órfã como se fosse sua cria.
Ali estava seu presente de natal - sob a árvore- junto de Alice.








Lu,
ResponderExcluirVim (re)ler o Epílogo desta linda história que me emocionou muito (e vc sabe por quê!)
Bacios caríssima!
Oi Gracinha, grata em vê-la por aqui para re(ler) a história e agora depois que o pessoal ler, vou colocar aquela análise t]ao bem delineada
ResponderExcluirbacios cara mia
Ploft!!
ResponderExcluirNo chat eu ainda não tinha visto sua resposta!! rs
Baciosssssss
oi Lu,
ResponderExcluirvocê é demais minha amiga,
é sempre um prazer delicioso te ler...
beijinhos
Muito obrigada querida Rô, adoro quando vens!
Excluirbeijo de afeto
Lu C.
Muito bom, Lu.
ResponderExcluirNão li o conto, mas gostei do epilogo. Aliás esse epílogo é um conto, por si só.
Bjs
Marli
Blog da Marli
Opss rsrs, obrigada Marli, esse elogio vindo de ti é incentivo para continuar a escrever.
ExcluirBeijo grande querida
Lu