_PAPAI! Ralhei imediatamente. Eu queria essa parafernália tecnológica longe de mnha filha por enquanto, afinal ela só tinha seis anos.
_Calma filha, e não pode ser verdade? Afinal hoje está tudo informatizado.
Alice fazia caretas e batia com o garfo no prato irritando-me. - Oi manhê, você ouviu o que eu falei?
Com cara de empada eu respondi:
_Telefonei, mas ninguém atendeu. É que ele deve estar viajando, você sabe que nessa época ele precisa visitar muitas crianças.
_AHH , mãe, mas eu quero meu presentee e ele vai me dar né?
___Claro filhotinha - exclamou papai. - O vovô é amigo dele e vai dar um jeito.
Revirei os olhos enquanto Marcos disfarçava para não gargalhar com as palhaçadas de meu pai.
O fim de semana foi intenso de brincadeiras e compras. Eu queria um pinheiro natural e estava batendo cabeça pra achar uma dessas casas botânicas onde eu pudesse entrar e nela me perder entre flores e seus aromas.
Depois de percorrer alguns bairros achamos o "Central Gardem Palace"- uma estrutura plantada no meio aos monumentos urbanizados recheados de concreto e tecnologia. - OH,Exclamei! Que bom que existem lugares como este ainda.
Alice corria na frente enveredando pelo laribirnto floral repleto de gaiolas brancas com passarinhos artificiais e ao mesmom tempo passando a mão nos vasos que encontrava .
Papai e eu batemos o olho no mesmo pinheiro e dissemos em uníssono: _Olha aquele ali, está
lindo'!
Depois do pinheiro eleito, Rose aproveitou para levar algumas mudas para o canteiro da ala oeste que estava um pouco abandonado e onde havia abundância de luz sem o comprometimento de um sol a pino. Por isso deu preferência para os Lírios da Paz e Antúrios.
Perguntou ao pai se ele queria algo em especial já que era um amante das flores, e seu Carmo escolheu um vaso com Amarílis já todo ornamentado e prontinho para colocar na entrada da casa.
Alice ganhou uma gaiolinha com um agaporne artificial que falava sempre que mexia seu pescoço.
Aproveitaram para almoçar no restaurante do Garden, onde mais tarde encontraram com Marcos e todos se deliciaram com os pedaços carnudos de um frango a passarinho com salada e pão italiano com sardela.
A semana começou com uma garoa fina e um nublar de céus estranhamente configurados para um verão no país tropical abençoado por Deus. Contudo, as obrigações do dia a dia não param e Rose acabava de chegar à Clínica.
Algumas clientes já estavam à sua espera e ela correu pra agenda verificando o que tinha naquele dia. Felizmente só tinha três atendimentos e dois deles eram rápidos. Seus pensamentos estavam nas compras de natal e na visita ao Orfanato. Sua ansiedade aumentava a cada hora e via-se que estava dispersa, porém procurou manter o foco, mesmo porque a cliente não parava de falar mal do marido que dizia que ela precisava mesmo de muita massagem e regime porque estava gorda demais.
Depois de atender sua última cliente, Rose desceu para a copa pedindo um café e ali se sentou cabisbaixa com seu olhar fixo no olho negro da xícara que exibia sua bebida. Seu corpo ali estava, mas seu espírito parecia vagar no infinito de seus pensamentos até que tilintou o celular.
Num sobressalto voltou ao mundo real:
_Alô!
_Rose?
-Sim, quem está falando?
-Você não reconhece minha voz?
_Deveria?
Houve um silêncio assustador, porém breve.
_Alô - chamou Rose
A mesma voz continuava insistindo que ela deveria reconhecer com quem falava.
A voz era feminina e tinha um tom infantil e se permitia falar com alguma intimidade, como se conhecesse Rose há muito.
(continua)...





Uau! Quem será? Estou adorando! bjs,chica
ResponderExcluirEu pensei que poderia ser a voz do Papai Noel ....rs
ResponderExcluirMas como se trata de uma voz feminina...
Não sei...
Estou esperando ansiosa
Beijinhos e o meu carinho
Verena e Bichinhos